Informações adicionais:
Anacrônica. Esta a é a linha temporal que se segue desde os primórdios para tentar explicar o mistério que envolve a vida e cada evolução dos seres. De acordo com alguns pensadores, baseados em leis ou mesmo ideais mirabolantes de suas mentes magnificamente brilhantes, somos o futuro. O novo nos aguarda. Somente os únicos capaz de adquirirem a força, podem continuar na linha de sobrevivência. Adaptar-se é o termo correto para denominar a morte dos que são deixados para trás por serem considerados "menos evoluídos". A real face deve apenas definir: você está com aqueles que buscam o mesmo ou pretende fazer a diferença mediante ao que realmente és?

KÜGELGEN HENSEL, Camille

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KÜGELGEN HENSEL, Camille

Mensagem por Camille Hensel Kügelgen em Qui Jul 02, 2015 2:35 am


Camille

— Nome Completo: Camille Hensel Kügelgen;
— Idade: 16;
— Facção Originária: Audácia;
— Facção Escolhida: Erudição;
— Designição: Iniciada.
— Índole: Má.
História:


Nascida e criada na Audácia, ela era acostumada a viver nos extremos da vida. A menina de cabelo louro e olhos castanhos se lembrava da vez em que o pai a levou para saltar de uma altura absurda quando tinha apenas seis anos de idade, oferecendo-lhe o primeiro osso quebrado de sua existência. Lembrava-se também da mãe, que era um pouco mais... Tranquila. A ensinou como atirar com adagas extremamente afiadas, acertando diretamente no centro do grande alvo, e como escalar uma parede de cinco metros em menos de dois minutos. Aquela era uma família completamente normal para ela – muito bem e obrigada -, até o dia que começou a desenvolver uma visão analítica da situação:

Aquilo era uma completa idiotice.

°°°

Os relatos a seguir, embora não tenham a data, hora e ano exato, passam-se em diferentes momentos da vida de Camille Hensel, mais conhecida como Cam:

- Você vai ficar para trás caso não corra mais rápido, Cam! – Gritou a garotinha de sua idade do trem. Ela mantinha as mãos presas na beirada, os olhos arregalados pelo fato de ser a primeira vez que subia no grande comboio de metal. – Vamos lá, você consegue! É só... Correr. – A voz fina da menina a irritava com todo aquele discurso pronto e óbvio; o suor que começava a aparecer em sua nuca a irritava; aquela situação a irritava. Correr não era seu esporte favorito, não mesmo. Se bem que... Ela não tinha um esporte favorito. A respiração já começava ficar ofegante e ela já conseguia visualizar o final da pequena pista.

Corra.

Acelerou os movimentos das pernas, se jogando dentro da cabine no momento exato em que a pista acabou. Respirou fundo, sentindo as batidas frenéticas do coração se acalmando à medida que os segundos passavam. – Você poderia ter me ajudado, Lizie. – Reclamou ainda de olhos fechados, aproveitando o vento gelado que entrava para respirar fundo. Em seu interior, uma mensagem de alerta piscava: você não nasceu para fazer isso.

°°°

O ambiente um pouco escuro demais indicava que se encontrava em um dos “bares” da Audácia. Bebericava um refrigerante qualquer, forçando a vista para conseguir acabar o livro que tinha em mãos. – É a terceira vez que você lê esse livro, Cam. Não acha que está na hora de arrumar outro? – A voz em fase de mudança de Karl, com um tom sarcástico, a tiraram do seu mundo de O Guia do Mochileiro das Galáxias. – Estamos indo fazer tatuagens. Por que não vem com a gente e sai desse seu mundo nerd? – Indagou o garoto novamente. Suspirou, fechando seu precioso e encarando o menino magro a sua frente. Mais ao fundo conseguia ver alguns de seus outros amigos a incentivando, mas negou com a cabeça, voltando à atenção para o moreno. – Temos catorze anos, Karl. Pra que precisamos de tatuagens? – Arqueou a sobrancelha, nem um pouco interessada em ouvir a resposta. Tornou a abrir o livro, continuando exatamente do lugar que havia parado e ignorando a figura a sua frente. Após alguns segundos, finalmente escutou os passos dos amigos indo embora, dando-lhe o silêncio que queria para acabar sua leitura. Junto da paz que dominou, a frase que marcou sua adolescência fora soprada em seus ouvidos por um de seus melhores amigos: ela não pertence a aqui.

°°°

O cigarro, devidamente preso entre os lábios, estava na metade quando a porta que dava acesso ao terraço se abriu. Manteve os olhos fechados, sabendo quem era pelo cheiro de baunilha que atingiu suas narinas. O sol batia diretamente nela, dando-lhe aquela sensação maravilhosa de “fabricando vitamina D”. Puxou mais uma boa quantidade de fumaça para dentro, sabendo o que viria a seguir. – Eu já disse que odeio que você fume. – A voz suave, com leves resquícios de irritação, atingiu seus ouvidos, fazendo com que um sorriso torto aparecesse nos lábios da loura. Sentiu a mortalha sendo arrancado brutalmente de sua boca, exatamente como havia previsto segundos atrás. Abriu os olhos um pouco frustrada, girando a cabeça de forma lenta para encarar a recém-chegada. Franziu o cenho ao ver a garota com seu cigarro na boca. – Tudo bem, senhorita hipócrita. O que houve? – Sentou-se, chamando a menina com cabelo cor de rosa para mais perto com o dedo indicador direito. Sabia que a amiga fumava apenas em momentos tensos ou quando seu nível de irritação estava nas alturas. – O que houve? Como pode estar tão calma? A escolha é amanhã, Cam! Amanhã! – A loura sorriu abertamente, afagando as costas da outra em um sinal de acolhimento. – Quando deixará de ser tão ansiosa, Lizie? Você sabe a escolha que fará. Não há motivos para isso. – Disse de forma gentil, retirando o tabaco enrolado dos lábios finos e jogando-o fora sem nenhuma hesitação. Sentiu a menina se encolhendo um pouco e aguardou o desabafo vindo da mesma. – Não tenho dúvida quando a minha escolha, Mille. Tenho dúvida quanto a sua.  - As palavras foram ditas de forma tão baixa que teve que chegar um pouco mais para frente para conseguir ouvir. Um nó se formou em sua garganta, obrigando-a engolir a seco. - Não pense sobre isso agora, sim? Só... Esqueça esse sistema falho por alguns minutos, ok?.- Inclinou-se, tomando os lábios da garota com os seus antes de uma resposta.

Curiosidade:  ela também não tinha dúvidas quanto a sua escolha.

°°°

Ela teria estranhado se o tempo, naquele fatídico dia, tivesse amanhecido de outra forma: as nuvens que encobriam o céu, com possibilidade de chuva a qualquer momento, refletia exatamente como se sentia por dentro. Vestiu-se o mais lento que podia, tentando adiar a dor. Ela sabia que seus pais aguardariam sua volta para casa; sabia que seus amigos preparavam uma pequena festinha por serem oficialmente iniciados a facção e sabia que Lizie guardaria seu lugar no trem para voltarem para casa. Mas ela não tinha outra escolha; a não ser aquela.

Sentia as costas pesada devido ao grande número de olhos em si, aguardando seu próximo passo. Estava a quase dois minutos encarando os reservatórios que representava cada facção, medindo suas escolhas nos dois minutos que ainda lhe restava. Repirou fundo, pegando a adaga e cortando a palma da mão direita. Sentindo a ardência característica do corte, observou o líquido vermelho aparecendo em uma quantidade significativa. – Senhorita? Sem querer apressar, mas você precisa fazer sua escolha logo. – A voz masculina lhe foi sussurrada, obrigando-a a tomar alguma atitude. Acenou com a cabeça, virando a mão e deixando cair as gotas de sangue no mais próximo.

Uma série de murmúrios, nem tão surpresos, fora ouvido, mas ela não virou a cabeça para encarar a fonte dos mesmos. Ergueu o queixo, caminhando com passos confiantes ao lugar destinado as pessoas de sua nova casa:

Erudição.




Características Psicológicas:


Sua personalidade podia ser definida como “advogada do Diabo” desde o dia que começou a tomar conhecimento das coisas que aconteciam na Audácia. Vibrava no processo de retalhar argumentos e crenças dos mais velhos, deixando o estrago da dúvida no ar por onde passava. Ao contrário do que a maioria pensava, ela não fazia isso porque estava tentando mudar o sistema, alcançar algum propósito mais profundo ou algum objetivo estratégico que levaria sua facção a um ponto elevado e de destaque, mas sim porque era divertido ver os “chefões” com cara de paisagem por não terem pensado naquilo antes dela. Ninguém que conhecia, dentro dos limites que poderia frequentar, amava mais o processo de debate mental do que ela. A garota via nos debates de estratégia a chance de exercitar sua inteligência rápida e testar sua capacidade de conectar ideias adquiridas com o passar do tempo de modo a conseguir resultados excelentes.

Pode ser confundida com sua antiga facção pelo simples fato de ter uma aparência rebelde em comparação aos outros da Erudição, mas basta cinco segundos de conversa com a mesma que sua ideia muda bruscamente. Faz uso constante de sarcasmo e ironias, conseguindo irritar aqueles que não são acostumados com sua forma de pensar.

Sempre fora uma líder natural. A garota incorporava uma áurea de carisma e de confiança, projetando autoridade de uma forma a atrair grupos e mais grupos ao redor de si, sendo capaz de comandá-los com uma única palavra ou expressão facial. Apesar do bom humor e do extrovertimento destinado as pessoas próximas, é caracterizada por um nível cruel de racionalidade, utilizando de sua determinação e mente astuta para conseguir aquilo que quer. E ela sempre consegue.  

Rational.



Atributos:

- Razão dominante e a incrível capacidade de pensamento lógico e rápido, sendo considerada, por muitos, uma excelente estrategista;
- Uma mira e reflexos admiráveis, obtidos a partir dos anos vividos na Audácia.    
Pertences:

- Um exemplar velho de O Guia do Mochileiro das Galáxias;
- Um cordão de ouro, com um pingente em formato de âncora que ganhou do pai;
- Um diário pessoal.

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Re: KÜGELGEN HENSEL, Camille

Mensagem por Divergent em Qui Jul 02, 2015 2:44 pm


Seja Bem-Vindo
Ao Divergente;


Sua facção sua definição. Tatuagens marcam suas memórias. Contigo foi algo diferente, desde o início quando optou por livros. Estar na Erudição de início pode ser divertido, ainda tendo velhos hábitos da audácia, algo que deveria lhe causar um frio na barriga, porém dias vem dias vão e você terá que se acostumar com novas regras. Sim, regras. Só espero que isso não se torne algo muito complicado, ou cruel, até mesmo. Bem-vinda à Erudição, seu novo lar.


Aprovada.
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